sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Rua

 Eram mais de doze horas da noite, e havia uma densa neblina pela cidade. Eu como de costume ficava na varanda observando o silêncio inerente da noite, procurando em cada casa vizinha um mínimo sinal de movimento pelo mais ínfimo que fosse. Estava apaixonado! E era muito difícil compreender tal sentimento. Provavelmente pela minha falta (nenhuma) experiência em questões amorosas, pois era como estar nascendo de novo só que de uma forma unilateral. O nascimento era de nós dois! Ansiava pelo dia em que lhe olharia pela primeira vez de uma forma anormal, de uma forma... Romântica!? Talvez... Até que de repente você aparece à esquina da rua principal. Nossa como eu fiquei feliz, era como se você fosse meu futuro utópico chegando. Logo me pus a lhe seguir até que percebestes a minha presença e sem trocar palavra alguma ponhamos a caminhar lado a lado no silêncio absoluto daquela escuridão. Sentamos na calçada de uma rua sem saída  ficamos nos admirando por um longo período; era mágico, até que nossos rostos começam a se aproximar como ferro e imã (sic), e no momento da troca celestial máxima de afeto tudo começava a se desfazer e te percebo sumir diante de mim, restando nada mais que eu e um nada absoluto. Mas percebi que era assim que tinha de ser, afinal os sonhos e pesadelos servem para nos guiar...